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lei TVDE 2026

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Glossário da nova lei dos TVDE

Os termos que aparecem ao longo do site, explicados em linguagem simples. Da sigla TVDE ao dístico, do comodato à taxa de intermediação, cada entrada liga às páginas onde o assunto é tratado em detalhe.

AMT
Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, o regulador do sector. A AMT opôs-se à integração dos táxis no regime de TVDE, alertando que a entrada e saída de veículos entre regimes pode dificultar os registos e a fiscalização. Passa a ter acesso à plataforma nacional de partilha de dados.
Averbamento grupo 2
Menção averbada na carta de condução que atesta a aptidão médica para conduzir profissionalmente passageiros. Para ser motorista de TVDE é preciso ter carta da categoria B há mais de três anos e o averbamento no grupo 2 válido.
CMTVDE
Certificado de motorista de TVDE, emitido pelo IMT após a formação e a aprovação no exame. No regime actual tem validade de cinco anos e é renovável, caducando se não for renovado a tempo. É o documento que habilita a exercer a actividade. Ver o guia para começar como motorista.
Coima
Sanção pecuniária aplicada por uma contraordenação, ou seja, uma multa de natureza administrativa. Com a nova lei, o valor máximo das coimas para pessoas colectivas sobe de 15 mil para 44 mil euros. Ver a página de fiscalização e coimas.
Comodato
Contrato pelo qual alguém empresta uma coisa a outra pessoa gratuitamente, para que a use por certo tempo. A nova lei proíbe o recurso ao comodato e ao usufruto para afectar veículos à actividade, salvo excepções, procurando travar cedências informais de carros e contas. Ver veículos.
Contraordenação
Infracção administrativa punível com coima, distinta do crime. A revisão cria novas contraordenações ligadas ao licenciamento, à fiscalização, à partilha de dados e ao cumprimento das obrigações legais do sector.
Diário da República
Jornal oficial do Estado português, onde as leis são publicadas. Uma lei só produz efeitos depois de publicada em Diário da República. A revisão dos TVDE, aprovada a 17 de julho de 2026, aguarda ainda promulgação e publicação. Ver o estado do processo em actualizações.
Dístico
Elemento identificador inamovível do veículo de TVDE, emitido pelo IMT, com dispositivos de segurança antifraude como hologramas ou tecnologia equivalente. Fica permanentemente associado ao veículo; as características técnicas e as taxas serão definidas por portaria. Ver veículos.
Faixa BUS
Via reservada a autocarros e a alguns veículos autorizados. Os TVDE continuam sem poder circular nas faixas BUS, e um táxi que opere como TVDE também não as pode usar nesse serviço.
Gestor de plataforma electrónica
Empresa dona da aplicação através da qual os passageiros pedem viagens, como a Uber ou a Bolt. A lei clarifica que é uma figura distinta do operador de TVDE: uma gere a plataforma, o outro responde por veículos e motoristas. Ver plataformas e operadores.
IMT
Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a entidade pública que licencia operadores, certifica motoristas e emite o dístico. Passa a gerir a plataforma nacional de partilha de dados do sector. Foi uma das entidades que se opôs à integração dos táxis no regime.
Leasing
Locação financeira, isto é, o aluguer de um bem com opção de compra no fim do contrato. Segundo a proposta que esteve na base da revisão, os veículos afectos à actividade devem pertencer às empresas ou estar em leasing ou aluguer formal, e não em cedências informais. Ver guia do operador.
Motorista de TVDE
Condutor certificado que presta o serviço, sempre inscrito num operador. Com a nova lei, a certificação passa a exigir 50 horas de formação, um exame de 30 perguntas com um mínimo de 27 certas e o domínio funcional do português. Ver o que muda para os motoristas.
Operador de TVDE
Empresa ou empresário responsável pelos veículos e pelos motoristas afectos à actividade, licenciado pelo IMT. É distinto do gestor de plataforma electrónica. Ver como montar um operador.
Portaria
Diploma do Governo que regulamenta pontos de uma lei. Parte da revisão dos TVDE fica dependente de portaria, como as características do dístico, as taxas e a forma de aplicar o requisito de português a quem já está licenciado. Até haver portaria, esses pontos não são exigíveis.
Praça de táxi
Local público reservado ao estacionamento e à espera de táxis. Os TVDE não podem usar praças de táxi, e um táxi que opere como TVDE também não as pode usar enquanto presta esse serviço.
Promulgação
Acto pelo qual o Presidente da República confirma uma lei aprovada pelo parlamento, permitindo a sua publicação. A revisão dos TVDE segue para promulgação pelo Presidente da República após a redacção final. Ver actualizações.
Slot
Termo informal usado no sector para designar o lugar ou a conta que permite operar numa plataforma, muitas vezes cedido ou alugado de forma irregular. O combate a estes esquemas está entre os objectivos da proibição do comodato e do usufruto.
Tarifa dinâmica
Preço que varia em função da procura e da oferta em cada momento. A nova lei acaba com o teto legal que limitava a tarifa dinâmica a 100% acima da média das 72 horas anteriores; o passageiro tem de ser informado do valor antes da viagem. Ver tarifas e preços.
Taxa de intermediação
Comissão que a plataforma cobra sobre cada viagem. Mantém o máximo de 25%, mas passa a calcular-se sobre o valor da viagem sem IVA, uniformizando práticas antes divergentes. A calculadora de comissão ilustra o cálculo.
Taxímetro
Aparelho que calcula o preço de uma corrida de táxi em função da distância e do tempo. É próprio do regime dos táxis; os TVDE não usam taxímetro e definem o preço através da plataforma. Ver táxis e TVDE.
TVDE
Sigla que designa o serviço. Antes significava transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica; passa a significar transporte remunerado de passageiros em veículos de disponibilização electrónica, caindo a referência a veículos descaracterizados. Ver a nova lei.
Usufruto
Direito de usar e fruir de um bem alheio sem o possuir. Tal como o comodato, o usufruto passa a estar vedado como forma de afectar veículos à actividade, salvo excepções, para travar cedências informais de carros. Ver veículos.
Videogravação
Captação de imagem no interior do veículo, facultativa e só com consentimento expresso do motorista e do passageiro. É proibida a captação de som; as imagens são encriptadas, conservam-se no máximo 30 dias e só podem ser acedidas por autoridades em casos definidos. Ver veículos.
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